O tema é a desigualdade social, e o assunto que o poeta retrata neste é a situação social, e durante a toda a sua exposição é possível observar no estado em que se encontra o poeta tendo em conta aquilo que observa inicialmente durante a noite. Neste panorama nocturno o poeta encontra-se mortificado, atormentado com o facto de ver pessoas a baterem nas grades das cadeias e também identifica no meio de seio social baixo a presença de uma mulher de “dom” o que acha estranho e lamenta principalmente que as velhinhas e as crianças tenham de se recolher no Albuje. O poeta fica de tal modo chocado com o que vê, que nem quer acreditar. É com o acender das luzes que ele se depara com a situação mais constrangedora para ele e que lhe toca no coração chegando ao ponto de sentir o seu coração chorar, recorrendo a um exagero sentimental para provocar um maior impacto no leitor, para que este também fique sensibilizado relativamente a situação descrita. Quando presente num cenário diurno este aproveita para criticar a situação da igreja e do próprio clero, recorrendo a uma recriação das praticas das igrejas antigas referindo as suas praticas repressivas, a inquisição, mas ao mesmo tempo tentando-as justificar através de realidades negativas, relacionadas com inclusões relativas a situações históricas.
Continuando numa descrição em que o cenário diurno se encontra por base, o poeta resolve ir visitar a parte reconstruída da cidade, em que esta visita lhe suscita sentimentos de encurralamento e demonstra o seu desagrado mais uma vez relativamente a igreja mas desta vez através da audição, “E os sinos dum tanger monástico e devoto”. É também durante as suas manifestações de agrado e desagrado que Cesário resolve invocar, relembrar Camões de forma honrosa e homenageaste. E é num continuo descrever sentimental que Cesário continua a demonstrar o seu desagrado e a sua preocupação relativamente as pessoas desfavorecidas, é neste ponto que o poeta dá-lhes principal destaque, e mostra desagrado relativamente as entidades cuja sua função de preservação da sociedade, e demonstra-se sensível em relação às contradições sociais. No entanto o poeta demonstra-se descontente e refere que se comisera com tristeza da cidade, em oposição o poeta também se descai relativamente à paixão que a cidade lhe avive, mas sente-se desapontado ao deparar-se com os desfavorecidos da vida e entra em sobressalto com as vidas duplas das costureiras e coristas. O poeta descontente com este tipo de atitude de vida dupla, ele diz que estas são influenciadas pelo estrangeirismo na moda a designar as lojas por magazines.
Contudo o poeta acaba dizendo e considerando-se um homem atento em que a sua luneta o ajuda a não deixar escapar nada, e tendo sempre assuntos perante “os quadros revoltados” que abundam na cidade.
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